domingo, 13 de setembro de 2009

Feelings

Wish you love me…
Wish I was afraid to please you,
To touch you,
To kiss you…
Let the clouds invade you,
The hands softly touch your skin.
The feet on the rainbow,
Claiming together
Peace
Beauty
Space inside to feel
Space left to give…
Simple poetry
So much flavor
Words full of skin
Geometric lines for happiness
Circles for live!

And we keep us together
Without touching ourselves
With kisses in the sky!
Love in the heart that lives
Murders death inside!

A Dois

O projectil atento e rápido funde-se na atmosfera invisível
Deixa um rasto incandescente e luminoso
Quente, como nós!
Na manhã das chuvas fortes o teu braço aconchega o meu pesar
Fujimos na incerteza do encontrar
Procurando algo perdido e encontrado dentro do nosso estar.
Sem dúvida que nos perderemos.
Sem dúvida que nos desintegraremos!

Neste presente calculado e ténue,
O futuro uiva!
Grita pelo passado perdido, sem remorsos nem rancor.
Calamos o que lá vai, gritando pelo que há-de vir.
Sem pressa nem paixão.

E com a mão debaixo de chuva,
Agarras o meu querer e ficamos
Juntos, sem linha cosida para nos prender!

Liberdade

Por enquanto os caminhos não se entrelaçam
Quedam-se livres

No prazer das folhas caídas de Outono,
Faíscas de paixão
Rosas espinhosas sem dor

Guardas o infinito no olhar
Reflectes os planetas em movimento
Em torno da alma
Navegar… navegar…

Estremece o mudo grito das aves loucas
Ocas
Soltas

Derretes em beijos escuros
Esconsos
Castrados

Em breve serás outra vez
Na pureza do Universo

Quem te prenderá ?
O caminho…

Rima Enlouquecida

Ao sabor da chuva velha,
Outra loucura não escapa,
Por entre telhados de telha,
O gato preto se raspa.

Há olhares curiosos na janela,
Onde passa o tempo à socapa,
Lá vem a cor amarela,
Do sol a bater na chapa.

E as nuvens que passam leves,
Descem rápidas a corrente,
Difunde-se o canto das aves,
E o sabor da nascente.

Passos largos pela aldeia,
Na viela entontecida,
Vai o cavalo na areia,
Naquela praia esquecida.

E de tanto que poesia escrevo,
Nem rimas sei rimar,
Por entre os dedos me atrevo,
A fazer o povo cantar!

Com estas palavras alegres,
Rio de tanto sentir,
Essa voz que agora ergues,
Vai fazer o povo sorrir!

E quedo-me nesta cadência,
Tumultos não quero causar,
Por tanta vã tendência,
Que teima em não rimar!

Meditação

Vincado nos cantos da boca o sorriso espreita,
Feliz por ser quem é,
Delicado, bucólico, leve!
Por momentos sentes o inevitável:
O caminho negro das árvores,
O rebanho não te acompanha, jamais!
Nos encantos do Sol nascente brilha o rubor da tua face,
Ao cimo da rocha deslizante, polida,
Um sentimento duradouro, perecível.
Nas profundezas atarefadas da alma,
Buscas incansável o quente da paixão,
Sem nexo, espontâneo, deslumbrante!
A passos largos, ritmos cadenciados,
Assalta ao largo a ternura imensa,
O encanto máximo!
Firmas o segredo nas mãos gélidas,
Grita a inquietude sufocante pelas paredes limpas do sentimento,
Abafas o som da alegria que te encaminha,
Louca, livre, voluptuosa!
Acreditas na manhã quente e a Lua ainda não se pôs!
O trânsito alucinado corre nas veias, encantado,
E mais uma vez, quedas negro o corpo inerte,
Floresta de sentidos por entre as rochas,
O verde murmurante nas folhas das árvores,
O branco brilhante nas flores luxuriantes!
As palavras nascem nos beijos mortos,
Encosto de lábios secos, de chuva que não cai,
Lágrimas saudosas de não chorar.
Tortuosas pedras descalças na calçada do firmamento,
Onde todos se encontram, tudo se funde;
Onde tu te escondes, num ninho só teu,
Nicho caloroso de penas soltas.
A música que ferve nos ouvidos,
Solta lamentos de alegria dissimulada,
Fracos sons de alma esquecida,
Tons vagos arrítmicos.

És só tu,
No encanto do infinito!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Deslumbramentos


-->A geometria dos passos acompanha a quietude do olhar sereno da manhã,
Quedas-te nos sons inebriantes do pensamento,
Música de Sol nascente, qual idílico tom de vaga espuma…
Penetram ondas brilhantes, ferventes,
Olhos vagueiam nas extremidades voluptuosas do infinito,
Leve canto de aves sombrias!
Plumas flutuam nas lentas paragens da paisagem,
Falcões sobrevoam as copas em cartadas de vento ondulante,
Onde o nada se esconde e escapa,
Valente sopro indignado…
Gritas a ventos fortes pelas nuvens escuras,
Levam o eco longe, caravela navegante de mar profundo,
Azul estonteante, maravilha espelhada de céu!
Nas árvores habita o fado de quem nos chama,
Universo impuro de alma perdida,
Seres sem nome em fraco destino,
Enquadram versos, falantes desvios.
Ninhos de flautas ribombantes, precursão de ritmos cadentes,
Luz ofuscada em torno do fogo escaldante,
Arde escarlate de tons laranja fugidios!
Mundos perplexos de cores frias roubam poesias, violetas caídas…
Em cada choro de lágrimas, pétalas de rosa tricolores em jardins de pedra dura,
Quedam-se mudas de terror pelo que vem,
Censura cortante de lâminas roxas…
O destino termina, o indefinível começa;
O ser morre, a natureza pára;
O todo transforma-se, dá lugar ao céu,
Onde o xadrez do tempo se estende e o horizonte se difunde
E nesta altura, a queda imensa lança corpos sem vida em tons amarelados de fome,
Vermelhos de raiva esconsa,
Degredo de mente brava e luzidia!

Agora, muda de plano!
Sente o futuro esticar os dedos,
Cãibras contínuas como quem não chega lá
E o presente sufoca, em mudos poemas de riso e alegria!

sábado, 8 de agosto de 2009

Há muito que já não passava nas redondezas dos sentimentos apalavrados, na verbalização da emoção sensorial que nos passa na mente quando determinadas coisas são lidas, ditas, ouvidas...

À face dos lábios, as palavras morrem com um sentimento que ao olhar não atinge. Sentes completo o grito fervente das frases ocas e cai em fundo todas as apaixonadas frases loucas!

Ao abrigo da voz de outrem, palavras ditas com sentido, livres, volto a escrever sem pressuposto, para que de mais encontros criativos dos sentimentos que vos dançam por entre dedos, abarcarmos neste hora costumeira!

Até já!

Palavras Soltas

Palavras soltas,
Mortas com o tempo que há-de chegar,
Cansadas de um pesar dormente que nos afasta.
Presas, em línguas homonímas que se confudem,
Serenas pelas correntes metálicas do pensar,
Sentidas, sem sentido algum.
Menores, por fugirem à verdade,
Maiores por tão frágeis sentimentos,
Fragmentos de um sentir com mais alcance,
Um sentir como choro ardente.
Lágrimas putrefactas que escorrem,
Sem destino.
E as palavras que continuas a dizer,
Vivem no intímo destruído,
Propostas de eternidade, num amor fictício...
Um deixar de amar dizendo que amas,
Um querer eterno de abraço momentâneo,
Mentira de boca fechada.
Mas se as palavras forem mudas,
Assim já me dizes o contrário.
Cala essa boca,
Fecha o teu sentimento num buraco só teu,
Um dia, esse buraco terá manchas,
E nas suas paredes, o meu nome escrito estará,
Por ti!

Cada um de nós

No encalço da paisagem idílica da tua mente,
Desenhas ruas esconsas, escuras,
Abertas a praças que delineias de saudade,
Portas de aço empurradas para dentro,
Chuva de espinhos que cai, mas não magoa.
Apertas no íntimo palavras de apreço,
Jogas as cartas duras do baralho do coração,
Onde tudo se esvai, tudo se apressa.
Onde tu próprio és menos tu.
Procuras seres que não conheces e invades-te.
Procuras algo que não esperas e perdes-te.
Na angústia do viver, entregas-te ao esplendor do desconhecido,
Tomas o líquido fervente do sentimento,
Embriagas-te na solidão do querer,
Evades a alma em canções de amargura.
Não mais te perturbas ao saber da vida…
O querer, o viver, o sentir, o saber,
Errantes marinheiros de mares obsoletos,
Onde a descoberta começa no fim,
Onde o início morre sem antes começar.
Ah! O eterno e efémero Estar.

E assim te quedas vivo.
Livre nas veias do teu corpo,
Onde a liberdade é cada um de nós,
Onde tu próprio és o Universo!

quinta-feira, 26 de março de 2009

E agora que faremos?
Dizem, abatidos, os monstros de uma cabeça minada, entontecida, bloqueada. Sem medo de medo ter, os monstros abatem todas as raízes criadas da sanidade humana, gritam palavras desentendidas que se fazem crer certas aos olhos podres da insanidade. Arduamente criticam atitudes, mascaram sentimentos, atormentam necessidades, prioridades, continuando o progresso por caminhos planos, lisos.
A mente, essa, tem medo. Medo de matar os monstros que esconde, medo de criar curvas no caminho, socalcos, medo de desbloquear barreiras, saltar muros, crescer...
Continua o ser humano a viver com a insignificância do medo criada por pressupostos obrigatórios, cépticos, dogmáticos. Corrompe-se um viver de liberdade através da liberdade de se ser livre, sem se saber lidar com isso.

Há que nos erguer, há que fazer justiça.
Matem os monstros que assolam a vossa mente, mostrem quem é capaz, mostrem que são eles que necessitam de ter medo e de se esconder, para que todos nós nos possamos mostrar aptos a viver num mundo global de energia renovada.
Não tenham medo, por favor, de mostrar a este mundo que a mudança é parte integrante e que a transformação é uma lei da Natureza.
Vamos aplicar o que de melhor temos, a nossa inteligência!