sábado, 8 de agosto de 2009

Palavras Soltas

Palavras soltas,
Mortas com o tempo que há-de chegar,
Cansadas de um pesar dormente que nos afasta.
Presas, em línguas homonímas que se confudem,
Serenas pelas correntes metálicas do pensar,
Sentidas, sem sentido algum.
Menores, por fugirem à verdade,
Maiores por tão frágeis sentimentos,
Fragmentos de um sentir com mais alcance,
Um sentir como choro ardente.
Lágrimas putrefactas que escorrem,
Sem destino.
E as palavras que continuas a dizer,
Vivem no intímo destruído,
Propostas de eternidade, num amor fictício...
Um deixar de amar dizendo que amas,
Um querer eterno de abraço momentâneo,
Mentira de boca fechada.
Mas se as palavras forem mudas,
Assim já me dizes o contrário.
Cala essa boca,
Fecha o teu sentimento num buraco só teu,
Um dia, esse buraco terá manchas,
E nas suas paredes, o meu nome escrito estará,
Por ti!

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