domingo, 13 de setembro de 2009

A Dois

O projectil atento e rápido funde-se na atmosfera invisível
Deixa um rasto incandescente e luminoso
Quente, como nós!
Na manhã das chuvas fortes o teu braço aconchega o meu pesar
Fujimos na incerteza do encontrar
Procurando algo perdido e encontrado dentro do nosso estar.
Sem dúvida que nos perderemos.
Sem dúvida que nos desintegraremos!

Neste presente calculado e ténue,
O futuro uiva!
Grita pelo passado perdido, sem remorsos nem rancor.
Calamos o que lá vai, gritando pelo que há-de vir.
Sem pressa nem paixão.

E com a mão debaixo de chuva,
Agarras o meu querer e ficamos
Juntos, sem linha cosida para nos prender!

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