terça-feira, 11 de agosto de 2009
Deslumbramentos
-->A geometria dos passos acompanha a quietude do olhar sereno da manhã,
Quedas-te nos sons inebriantes do pensamento,
Música de Sol nascente, qual idílico tom de vaga espuma…
Penetram ondas brilhantes, ferventes,
Olhos vagueiam nas extremidades voluptuosas do infinito,
Leve canto de aves sombrias!
Plumas flutuam nas lentas paragens da paisagem,
Falcões sobrevoam as copas em cartadas de vento ondulante,
Onde o nada se esconde e escapa,
Valente sopro indignado…
Gritas a ventos fortes pelas nuvens escuras,
Levam o eco longe, caravela navegante de mar profundo,
Azul estonteante, maravilha espelhada de céu!
Nas árvores habita o fado de quem nos chama,
Universo impuro de alma perdida,
Seres sem nome em fraco destino,
Enquadram versos, falantes desvios.
Ninhos de flautas ribombantes, precursão de ritmos cadentes,
Luz ofuscada em torno do fogo escaldante,
Arde escarlate de tons laranja fugidios!
Mundos perplexos de cores frias roubam poesias, violetas caídas…
Em cada choro de lágrimas, pétalas de rosa tricolores em jardins de pedra dura,
Quedam-se mudas de terror pelo que vem,
Censura cortante de lâminas roxas…
O destino termina, o indefinível começa;
O ser morre, a natureza pára;
O todo transforma-se, dá lugar ao céu,
Onde o xadrez do tempo se estende e o horizonte se difunde
E nesta altura, a queda imensa lança corpos sem vida em tons amarelados de fome,
Vermelhos de raiva esconsa,
Degredo de mente brava e luzidia!
Agora, muda de plano!
Sente o futuro esticar os dedos,
Cãibras contínuas como quem não chega lá
E o presente sufoca, em mudos poemas de riso e alegria!
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário