Sem cerimónias esqueces o negro da pele escura
Preenches com nódoas
Ao Sol não se notam
Sombras...
Na boca o cigarro vais apagando
Cinzeiro furado que criaste em prol do fumo
Azul!
Brilham as faces encovadas que sugam
Sopram outras que já engoliram
Neve...
O frio cortante em lâminas de sangue
Pensamentos que vagueiam em motins
Mudos
És só um
Sozinho
Palmilha o terreno que te invade
Nele não plantes
Enterra
Fecunda os sentimentos que buscas
Incansável
Filosofias trémulas em entendimentos podres
Iluminura da cidade esquecida.
Vives
Caminhas
Os socalcos estão limpos
Podes aparcar...
O sinal da conduta alinha-te na mágoa
Sentes
Inevitável
O brilho ténue do futuro permanece
Esquecido
Levanta-te
Não esqueças que o passado cresceu
Num tempo verbal que não existe
Dentro
Sobre a folha de papel chora o lápis a sua ternura
Da mente usada e terminal
A minha
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Esqueci
Nos braços da poesia descanso.
Em breve a vicissitude dos enlaces persegue
Na ínfima parte rodeada do meu pensar.
Deixo-me ficar nos encalços da mente límpida
Nos tremendos laços da frescura presente.
Naquilo que esqueci em momentos
Onde, frígida, a alma retorna
E onde em pedaços de mim me desmembrei
Leve no cair do esquecimento.
Deixo-me ficar, mais uma vez
Para não adormecer, nos braços da poesia
Nos beijos doces da ponta dos dedos
Grafismos que não reconheço.
Na sensação breve que me detém
As palavras repetem-se
Não esquecendo nunca a sua eterna novidade!
E assim a Lua não pesa,
No escuro que me acompanha...
Em breve a vicissitude dos enlaces persegue
Na ínfima parte rodeada do meu pensar.
Deixo-me ficar nos encalços da mente límpida
Nos tremendos laços da frescura presente.
Naquilo que esqueci em momentos
Onde, frígida, a alma retorna
E onde em pedaços de mim me desmembrei
Leve no cair do esquecimento.
Deixo-me ficar, mais uma vez
Para não adormecer, nos braços da poesia
Nos beijos doces da ponta dos dedos
Grafismos que não reconheço.
Na sensação breve que me detém
As palavras repetem-se
Não esquecendo nunca a sua eterna novidade!
E assim a Lua não pesa,
No escuro que me acompanha...
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