quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sinto

Há uma história que te quero contar!

Nos abraços ténues do cogito,
A alma alvoroça a emoção,
Lembra narrativas contadas em realidades deturpadas,
Tormentas esquecidas de letras engarrafadas,
Tomos de palavras mortas no encéfalo renascidas!
E na boca de um rouxinol,
A mais bela princesa paira,
No encanto da primavera...

Era tarde, lá.
Faz frio, aqui.
Estavas tu, comigo perto.
Estou triste, só.
Ríamos de ternuras entrelaçadas, nas fundições de nós dois.
Choro a saudade.
Punhas no meu ombro o leve tom da tua mão, em longas carícias alcançadas, mútuas.
Preparo, quedo, o meu ficar.
Beijavas o meu ímpeto, na ternura do momento, na química da pele.
Permanece o gosto...
E olhavas de perto o meu olhar, amor!
Apeteces tu!

No precário quotidiano das gentes, vergo solto o meu pensamento,
Voltas, nas memórias de um pensar amotinado,
Onde destilo sensações,
Num tempo exangue que persiste, firme,
No íntimo que existes, em mim,
E naquilo que demora, em nós.

Ainda há uma história que te quero contar!
Esta do meu coração,
Que sorri,
Por ti!

Sem comentários: