Nas delicadas mãos vazias
O leve toque se aconchega,
Macias ternuras de corpo carente,
Nu.
No meio da multidão pérfida,
O pensamento transporta o grito
Na boca calada do esquecimento,
Onde eu,
Escondido,
Detenho forcas atadas ao pensamento,
Livres momentos de arrasto sazonal,
Para onde as aves não voam nunca...
Nas mesmas mãos,
Agora cheias,
O toque extingue-se.
Passado.
A insatisfação inata do ser pensante,
O firme quebrar do vidro fosco,
Donde, à transparência,
O meu reflexo está espelhado:
Em ti!
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