O céu chora lá fora...
Será que fez mal a alguém?
Arrependimento...
Será que alguém lhe fez mal?
Tristeza...
Será que espera por alguma coisa?
Angústia...
Simplesmente chora...
A chuva dos meus olhos tão pouco almeja cair,
Queda-se na eterna profundez etérea do significado das coisas,
A sensação...
Aquilo que se sente, de tão leve toque se assemelha,
De tão pura gente se rodeia,
De tão solitário caminho se prolonga...
A lágrima cai agora...
Ácida!
Tempos lá vão onde havia mãos para a segurar,
Lábios onde se quedava na salgada experiência de um beijo,
Suave carícia a dois...
Neste momento de solidão, encravo-a!
Tranco-a com as sete chaves do destino,
Onde o futuro esmaga o meu presente
E o passado queimo-o nas mãos...
Nesta solidão prazenteira que não é de arrependimento,
Nem de tristeza
E nem de angústia,
É minha...
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